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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Balanço do primeiro mês do Governo Dilma


Estamos chegando ao fim do mês de janeiro e chega ao fim também o primeiro mês de Governo Dilma. Assim, podemos fazer um pequeno balanço do que foi feito ou não até agora.

Não sou nenhum tipo de profeta, mas antecipei no post “Herança Bendita?” que a atual presidente iria ter de encarar a questão da extradição de Cesare Battisti. E de fato isso aconteceu. Uma possível crise entre o Brasil e Itália estava prestes a acontecer, entretanto Dilma se saiu bem, em minha percepção, ao deixar a decisão para o STF.

Falando da mais alta instância judiciária do país, a nomeação do novo ministro o STF também foi uma “herança bendita” deixada por Lula. Essa novela está pior que a do Ronaldinho somada a qualquer outra mexicana. Esperamos que se resolva em breve.

Outra questão complicada que Dilma teve que conviver foi o ímpeto do PMDB por mais cargos, o que acabou gerando uma pequena crise dentro do governo, pois este partido ameaçou responder vetando o aumento do salário mínimo. Entretanto, inicialmente a presidente(a) conseguiu se sair bem da primeira crise(mesmo que pequena) de seu governo.

Quanto à nomeação do resto do Ministério, Dilma foi coerente. Pois afirmou que iria levar em conta critérios técnicos e não politicagem. Ela seguiu essa linha, apesar do apetite do PMDB, já falado no parágrafo anterior.

Dilma já teve que encarar uma tragédia logo nas primeiras semanas de governo. Uma atitude muito bacana dessa foi estar lá e ver o estrago, não pra “fazer média” e sim para conferir e anunciar ações de reconstrução das cidades atingidas. Seria muito mais cômodo para ela publicar uma nota e ficar confortavelmente no palácio do Planalto, mas não, foi lá pisar no barro junto às vítimas.

Aliás, as notícias das tragédias na região serrana do Rio tomaram conta dos jornais e as notícias sobre a política nacional foram deixadas um pouco de lado e as que aparecem são em relação à presidência da Câmara e do Senado. Dilma parece estar um pouco distante desta disputa, o que é o mais sensato a fazer, na minha opinião.

Agora, ao final do mês, a presidente(a) Dilma fará sua primeira viagem internacional. Ela irá para a Argentina se encontrar com a presidente(a) local, Cristina Kirshner.

Dilma, aparentemente, não tem muita dificuldade em governar, pois ela já fazia parte do governo e portanto, tem se saído bem em minha humilde e apressada avaliação.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Herança bendita?

Olá amigos seguidores, pretendo fazer algumas postagens fazendo um balanço dos 8 anos do governo Lula e o que pode vir a ser o governo Dilma.


De início, me recordo da época das eleições, neste ano que o presidente Lula veio a público e afirmou que estava deixando uma “herança bendita” para a sua sucessora. Pois bem, temos visto algumas notícias que essa herança não é tão bendita assim.

Nesta semana mesmo, foi amplamente informado que haverá cortes no orçamento, inviabilizando obras do PAC. Ora, que herança bendita é essa? Deixando obras para serem finalizadas sem dinheiro em caixa.

Outra questão: a escolha do próximo Ministro do STF. Sabemos que essa é uma decisão deveras política e Lula empurrou com a barriga e deixou essa “herança” para a sua sucessora. Outra “herança” que podemos questionar o caráter.

Pré-sal: Lula também deixou essa “herança” para a sucessora. Essa decisão também não tem nada de “bendita”, na medida em que a oposição ganhou em diversos estados nas últimas eleições, especialmente em estados importantes como São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Portanto, os desafios de Dilma serão enormes. Primeiro, resolver essas “heranças” que mais se assemelham a “pepinos”. Segundo, pelo menos igualar a mesma popularidade que o presidente Lula teve nos 8 anos de seu governo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bretch e a política brasileira

Para comemorar a vinda de uma ilustre seguidora e repercutir o resultado das eleições trago um pequeno texto de Bertolt Bretch que em minha visão relata bem o momento atual da política brasileira

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais"

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Balanço e prévia das eleições

A pedidos, minha quinquagésima postagem será sobre polítca. Pretendo tecer alguns comentários sobre a prévia das eleições as considerações finais sobre a campanha do segundo turno.

A questão do aborto foi colocado em debate. Porém isso só foi a partir de uma declaração da candidata Dilma Rousseff sobre aborto numa revista em 2009. Visto que discutir essa questão por quase um mês seria uma nulidade, os próprios candidatos deixaram essa temática de lado e passaram a se debruçar sobre questões mais importante, como seus projetos para o crescimento do país.

Outra questão que ganhou destaque foi a polêmica bolinha de papel. Por um lado, pouco importa se é uma bolinha de papel ou uma fita adesiva. O que importa é que quem atira bolinhas de papel, fitas adesivas, também joga pedras, dá tiros e agridem de uma forma geral. Por outro lado, realmente o candidato José Serra fez uma tempestade em copo d'água com o caso. Tomografia? É  o fim da picada. E quanto aos professores que são atingidos diariamente por bolinhas de papel, fazem tomografia também? E outra coisa: quem nunca jogou ou tentou jogar bolinha de papel no professor ou no coleguinha de sala que atire a primeira...bolinha de papel. Sinceramente eu ri depois de ver a reportagem de quase 7 minutos do Jornal Nacional mostrando por A + B que o candidato José Serra tinha sido atingido por dois objetos diferentes e que não era uma bolinha de papel, até perito foi chamado para dar seu depoimento sobre o caso. Só faltou chamar um físico para calcular o trabalho exercito pela bolinha até atingir a cabeça do candidato Serra e cravar se era necessário fazer tomografia ou não.

Enfim, acho que estou me estendendo muito também nessa questão pra lá de secundária.

Quanto ao que interessa, os Tucanos desde o primeiro turno tentam desqualificar a candidata Dilma, mostrando que a mesma seria inexperiente e/ou incapaz de exercer um cargo no executivo. Entretanto essa estratégia se mostrou falha na medida em que Dilma respondeu na própria campanha ao exibir a sua "história" como secretária de governo e Ministra.

Daí podemos extrair uma questão: Lula também era visto como inexperiente e cerca de 80% tem uma avaliação positiva de seu governo. Não quer dizer que o mesmo irá acontecer com Dilma. E se experiência contasse alguma coisa os melhores governantes seriam Maluf, Sarney, etc...

A candidata Dilma atacou o candidato adversário em duas frente. Primeiramente tentou fazer uma espécie de "acerto de contas" entre o governo FHC e o governo Lula, mostrando que o primeiro se tratou de um retrocesso e o último do avanço. Apesar de serem em contextos diferentes a estratégia teve um bom resultado. Nas conversas informais que tenho com as mais variadas pessoas tenho ouvido isto: que votar em Serra é votar no retrocesso, num passado que não deve voltar.

Já a outra frente, que era a da privatização era equivocada na minha opinião, pois se tratava mais do campo da especulação do que dos fatos. Tudo bem que o candidato Serra participou do processo de privatização nos anos 90, mas isso não quer dizer que ele irá privatizar outras empresas, isso é especulação pura. Assim como é especulação pura dizer que Dilma vai fazer isso ou aquilo. Assim como foi especulação quando afirmaram que Lula iria mudar a cor da bandeira e fechar igrejas.

Gosto de ver as coisas apenas pelo campo dos fatos. Não tenho a menor vocação pra Mãe Dinah ou Polvo Paul.

Já que não gosto de especular nada, não vou cravar aqui quem vai vencer as eleições presidenciais, até porque seria muita presunção da minha parte. Porém, no campo dos fatos posso falar das pesquisas, que fazem previsões, apontam cenários, assim como a previsão do tempo. As pesquisas de opinião foram espinafradas no primeiro turno e muitos até questionam sua credibilidade. No entanto, eu acredito nas pesquisas, elas podem dizer algo. As mesmas sinalizam para uma vantagem entre 10 e 15 pontos da candidata petista em relação a seu adversário. Isso quer dizer que Dilma tem conseguido muitos votos no Sul e Sudeste, onde Marina teve uma votação expressiva. Aliás, essa foi a tônica da campanha, qual seja, tentar "roubar" a maior quantidade de votos de Marina, especialmente na região Sudeste, onde obteve muitos votos.

São essas as poucas, que acabaram sendo muitas palavras sobre as eleições que estão por vir. Amanhã haverá o debate onde os últimos indecisos irão se definir, ou não. Após a eleição farei um outro post, sobre como será o governo do vencedor. Este será então bastante especulativo....

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Impressões sobre o primeiro turno das eleições

A pedidos hoje farei mais impressões, mas não sobre a rodada do brasileirão, mas sim sobre o resultado do primeiro turno. Não só impressões, como também considerações. Qual a diferença? Sinceramente, não sei, mas de qualquer forma vou falar um pouco sobre....

Primeiramente, a disputa para presidente. Ao contrário das pesquisas era previsto um segundo turno e isso é bom. Isto porque quem se elege pelo 1º turno pode ficar com falsa sensação de poder ilimitado justamente pelo fato de ter entrado no primeiro pleito, fato este que não veio a acontecer. Obviamente, há de se destacar a participação de Marina Silva. 20% de votos não é nada mal para quem disputa a presidência pela primeira vez. Lembrando que o próprio Lula em sua primeira tentativa angariou 16% dos votos, tudo bem que tinha 215 candidatos. Lembrando também que houveram também outros candidatos "terceira via" em outras eleições, como por exemplo Heloisa Helena e Cristovam Buarque em 2006 que conseguiram 6 e 2% respectivamente. Portanto, Marina teve um ótimo desempenho e é cortejada por ambos os candidatos do segundo turno.

Penso que a tarefa de Dilma é mais fácil. Na matemática é simples. Se ela conseguiu aproximadamente 48% dos votos, a mesma só necessita de 5% ou um quarto dos votos de Marina. Convenhamos, a tarefa de José Serra é bem mais ingrata e sabendo disso, já está lá batendo na porta da sede do PV.

Sobre os governos estaduais temos também algumas coisas interessantes. Os três maiores partidos, PT-PSDB-PMDB estão empatados, conseguiram eleger 4 governadores cada um no primeiro turno. Porém, PSDB terá chance de eleger mais 5 no segundo turno, enquanto PMDB 4 e o PT com apenas 1. Mas qualitativamente, o PSDB foi o grande vitorioso até agora, pois conseguiu vencer em 3 estados importantes: São Paulo, Minas Gerais e Paraná, sendo os dois primeiros os dois maiores colégios eleitorais do país.

O que falar da nova composição da Câmara dos Deputados? A começar por Tiririca. Acho que ele está sendo mais falado agora do que nos seus tempos "áureos". A eleição de Tiririca demonstra que uma reforma política deve ser feita com urgência pois comprova que qualquer um, qualquer um mesmo pode ser eleito, basta ter uma boa propaganda. A reforma política deve ser feita primeiro para o bem dos próprios políticos, pois a eleição de Tiririca abre precedente para outros partidos ou coligações utilizarem do mesmo expediente, qual seja, colocar um artista em decadência ou um político de grande evidência para "puxar" votos. E segundo, a reforma política seria benéfica para os próprios eleitores, consequentemente. Esta prática de colocar um candidato "puxando votos" para outros não ficou restrito a São Paulo, no Rio de Janeiro, isso aconteceu com Garotinho, que também foi o mais votado para Deputado Estadual. Ambos, Tiririca e Garotinho são do mesmo partido (PR), concidência?

Já no Senado teremos uma boa renovação, já que nomes até então renomados como o ex-vice-presidente Marco Maciel, Artur Virgílio e Tasso Jereissati não conseguiram se eleger. Este último aliás disse que irá abandonar a politica (me engana que eu gosto). Outras derrota siginificativa foi a de Cesar Maia que liderava as pesquisas até um mês antes das eleições. Em contrapartida, teremos caras novas, literalmente falando, como por exemplo Lindberg Farias, que se elegeu senador pelo Rio de Janeiro.

Por fim, um pouco sobre Assembléia Estadual, mais especificamente do Rio de Janeiro, onde o apresentador Wagner Montes foi o mais votado. Realmente, é uma figura de grande popularidade com seus bordões e isso alavancou sua eleição. Acho que isso o credencia para tentar no mínimo a presidência da casa e até o governo do Estado em 2014 ou ainda quem sabe até como vice numa chapa.

Em suma, era isso que eu queria dizer sobre o primeiro turno das eleições. Percebo que os poucos seguidores desse modesto blog gostam de política e assim pretendo falar mais sobre esse assunto

domingo, 26 de setembro de 2010

Balanço da eleições

Depois de um bom tempo sem falar sobre o assunto, vou falar das eleições. Isto porque falta apenas uma semana pra se realizar o primeiro turno. Passou rápido?

Enfim, desde praticamente agosto estamos neste clima pouco ou muita coisa aconteceu, depende do ponto-de-vista. Para petistas nada abalou a campanha de sua candidata, mesmos os escândalos envolvendo a então ministra da Casa Civil. Já para tucanos, os últimos dois meses foram bem agitados nesse sentido, pois os fatos supra-citados e as denúncias de quebra de sigilo determinaram os rumos da campanha de seu candidato a presidente.

Em minha opinião esse rumo foi equivocado. Ao salientar estes escândalos do governo, perdeu-se o foco principal das eleições, qual seja, discutir idéias.

É importante salientar também a figura de Marina Silva que praticamente estava alheia a toda essa discussão perpetrada pelos outros candidatos. Realmente sua candidatura demonstra uma nova forma de se fazer política, como ressaltou também Zuenir Ventura em um dos seus artigos do jornal O Globo.

Já quanto à Câmara dos deputados, podemos ter algumas caras novas, especialmente oriundas do estado de São Paulo, onde figuras no mínimo exóticas são candidatos, a saber: Tiririca, Maguila, Kiko do KLB, Ronaldo Esper, Marcelinho Carioca, etc. Entretanto, este fenômeno não é restrito a São Paulo. No Rio de Janeiro temos candidatos ligados ao movimento funk, como Tati quebra barraco, Mulher Melão e a já deputada Verônica Costa. Há candidatos também ligado ao futebol, como Romário e Eurico Miranda.

Algumas pesquisas apontam que cerca de 64% das pessoas ainda não sabem em quem vão votar para deputado. Este é um dado alarmante, pois a possibilidade de escolher "qualquer um" aumenta. No entanto, Tiririca em SP e Garotinho no RJ lideram as pesquisas de intenção de voto para Deputado Federal nos respectivos estados.

Portanto, parece que o povo em geral está "aprendendo a votar". Isto se deve em parte pela boa campanha de conscientização realizada pela Justiça Eleitoral, setores da sociedade civil que fazem o mesmo trabalho e ao próprio nível de instrução da população que aumentou.

Semana que vem veremos se realmente tudo isto se concretiza.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O fardo de ser cidadão

Uma coisa que tem me incomodado muito nos últimos dias é o fato das pessoas verem as eleições como algo negativo. Alguns veem como um imenso sacrifício sair de casa num dos vários domingos de sua vida para votar, preferem estar na praia talvez. Ora, tendo por base somente um ano, o mesmo tem por volta de 48 domingos. Dedicar uma hora que seja deste dia não é um sacrifício, penso eu. A questão é a falta de interesse por um dos nossos direitos, o voto. Isso tem algumas explicações. Por exemplo: todos tem direito a educação, mas quem dá valor a isso? Dez entre dez alunos não gostam de estudar e posso dizer isso com bastante propriedade. Acho que aí começa o desinteresse de grande parte da população pela política ou pelas eleições mais especificamente. A impressão que fica é que as pessoas que tem esse tipo de postura não gostam de exercer a cidadania, ou seja, votar. Sempre aprendi que para ser cidadão é preciso ter direitos e deveres. Pois bem, se estas pessoas não exercem plenamente ou veem isso como um fardo, como podem ser chamadas de cidadãos? Fico chateado quando as pessoas dão mais valor à próxima rodada do brasileirão ou ao próximo samba-enredo da escola de samba do que com as eleições. Nada contra o futebol e o carnaval, mas colocá-los como mais importante é o exemplo mais claro de que como as coisas estão invertidas nesse país. Concordo que a qualidade de grande parte dos candidatos é no mínimo duvidosa e que o voto obrigatório é um problema, mas penso também que antes ter candidatos ruins do que não ter nenhum. Parafraseando Lula, nunca na história desse país o povo teve oportunidade de votar plenamente e quando tem não se dá valor. Também não sou a favor daqueles clichês, como "festa da democracia" ou "festa da cidadania". Nunca fui em outros países, mas pelo que vejo, eles dão bastante valor ao seu voto, pois eles tem consciência de que seu voto é importante para a mudança de seu país. Durante anos lutou-se para poder votar diretamente para presidente e podermos falar o que bem entender, mas parece que ninguém valoriza isso. Por essa razão eu digo aos quatro ventos: adoro as eleições!!!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Sombra do Lula

Bem, começaram as eleições e muito se especula e analisa e eu não farei diferente. Penso que o próximo presidente do Brasil sofrerá com o que chamo de "A Sombra de Lula". Esta consiste no seguinte: o sucessor deste terá a missão de superar ou no mínimo igualar as conquistas do atual presidente. Lula tem agradado classe média e pobres, especialmente.
Deve-se lembrar também que o governo Lula, segundo o instituto de pesquisa Datafolha, é avaliado como bom ou ótimo por 76% dos brasileiros. Assim, o desafio para o próximo presidente é enorme, independente de quem seja. As comparações serão inevitáveis e este futuro presidente terá que saber trabalhar com estas críticas e comparações.
Ainda é difícil afirmar se tal sombra será maior com Dilma ou Serra, caso estes dois candidatos forem para o segundo turno, o que parece ser a tendência. Enfim, vamos esperar os próximos acontecimentos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Dilma: O Avatar de Lula

Nesse momento na política brasileira vemos algo interessante que nem mesmo Aristóteles ou Maquiavel previram: vemos um presidente tendo um avatar de si prórpio.

Explico.

Já perceberam que onde a pré-candidata(será que ainda é "pré"?) Dilma Rousseff(ainda não aprendi a escrever direito esse nome, tive que recorrer ao Google. Parece até Kubit..., que até hoje ainda não sei escrever, sempre uso com meus alunos "JK") está se fala do Lula e vice-versa. Algumas vezes a própria se refere ao mesmo, às vezes algum jornalista faz uma pergunta, mas de qualquer forma a temática não muda. O fato de atrelar demasiadamente o candidato ao governo anterior não é novo e pode ter implicações sérias. Eu como bom historiador (ou quase isso) vejo muitas semelhanças com o ano de 2002, quando FHC tentava eleger seu sucessor. Vamos a elas:

Assim como hoje, Serra não era um sucessor "natural" de Fernando Henrique Cardoso. Quando Lula se elegeu, pensou-se em José Dirceu ou José Genuino como seu sucessor natural. Por motivos que não merecem ser ditos essa idéia ficou de fora.

Assim como hoje, foi atribuído a Serra um grande feito. Ele era o "Ministro dos Genéricos". Hoje, Dilma é "conhecida" como a "Mãe do PAC".

Porém , há uma diferença básica: O governo FHC terminou seu mandato com 34% de rejeição ao passo que outros 35% acreditaram que foi um governo regular e apenas 26% disseram que foi ótimo/bom, segundo pesquisa do Datafolha(não consegui colocar o link aqui). Os motivos que levaram a população a avaliar dessa forma não vem ao caso agora.

Já no governo Lula, segundo o mesmo instituito de pesquisa, 76% da população aprova o governo do atual presidente, enquanto que outros 19% o classificam como regular e 5% acham que o mandato de Lula é péssimo.

Diante destes dados poderíamos afirmar: "Ah então a Dilma ganhou". Calma lá cara-pálida. O mesmo Datafolha mostrou que os dois pré-candidatos então rigorosamente empatados e há uma série de fatores relevantes, como o papel de Ciro e Marina nesse contexto. Outro ponto importante diz respeito ao comportamento do eleito ao saber que o governo antecessor está com uma grande aprovação. Mas esses são assuntos para as próximas postagens.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O equívoco(?) de Israel

Confesso que Relações Internacionais não é a minha praia, mas hoje resolvi dar um pitaco sobre. No dia de ontem houve uma ação no mínimo desastrada das forças israelenses ao interceptar 6 embarcações turcas que levavam donativos à Faixa de Gaza. Não sou dono da verdade(e nem quero ser), mas estava óbvio que o bloqueio que se estava fazendo na região não daria certo. As informações ainda são muito confusas: Israel admite erro, mas chama os ativistas de terroristas ao mesmo tempo, mas de qualquer forma nada justifica o ataque. Por essa mesma razão, houve uma série de protestos ao redor do mundo e o repúdio dos mais diversos países, aliados ou não, entre eles o Brasil. Postura totalmente correta do presidente Lula em condenar o ataque das forças isralenses às embarcações. Já os EUA, na figura de seu presidente Barack Obama terá a dura missão de retomar as negociações de paz no explosivo Oriente Médio. A curto prazo será necessário fazer com que Israel coloque fim ao bloqueio da Faixa de Gaza e que haja uma profunda investigação sobre o que motivou os soldados israelenses a tais atos. Enfim, mais um desafio para os líderes mundiais, especialmente no Conselho de Segurança da ONU.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Situação Inusitada

Bem, vou falar um pouco sobre política. No Rio de Janeiro estamos prestes a viver uma situação inusitada: podemos ter dois candidatos a governador apoiados por um mesmo candidato a presidente. Dando nome aos bois, Anthony Garotinho, agora no PR(da base governista), disse ser pré-candidato ao governo do RJ recentemente. O problema é que Sérgio Cabral, do PMDB(também da base governista) é virtual candidato à reeleição. Assim cabe a questão: quem DilmaLula ou LulaDilma(tanto faz, parecem ser a mesma pessoa, mas esse é assunto pra outro post) irá(ão) apoiar? A princípio, a estragéria será subir no palanque dos dois candidatos, se as expectativas a respeito das respectivas candidaturas se concretizarem. O problema será se ambos os pré-candidatos chegarem a um hipotético segundo turno. Penso que aí a estragégia será de tomar partido de um dos lados para não prejudicar inclusive a candidatura a presidência. Um detalhe importante diz respeito à força de outros candidatos no Estado em questão. Me refiro a Gabeira, Crivella e outros, que podem ser importantes aliados e consequentemente abocanharem um bom quinhão de votos. Bem, parece que as eleições começaram.